Antes da Arte e Através da Arte: Para a Instalação Benigna da Incerteza na Educação

Autores

  • Francisco Coelho Neves Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto Centro de Investigação e Intervenção Educativas – Fundação para a Ciência e a Tecnologia
  • Henrique Vaz Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto Centro de Investigação e Intervenção Educativas

DOI:

https://doi.org/10.34639/rpea.v8i1.67

Palavras-chave:

Arte, Educação, Incerteza

Resumo

Este texto1, de pendor ensaístico, partiu da observação de formações artísticas em escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Nele, refletimos acerca de como a introdução benigna da incerteza na educação poderia contribuir para a inversão do paradigma educacional hiper-racionalizado, aproximando-o positivamente da perspetiva ontológica freireana.
Sugerimos que nos coloquemos numa posição anterior à da integração da arte na educação procurando lugares de questionamento que radicalizem, ainda que filosoficamente, a posição perante a certeza – a normalização, a formatação, a tecnicização, a estigmatização, a exclusão, o controlo e a uniformização; só assim se poderá pensar numa educação que respeite a “ontológica vocação de ser sujeito” (Freire, 1967: 36), uma vocação incompleta, inacabada e inconclusa, portanto, subjetiva e em devir, que nos deve, constantemente, colocar em estados reflexivos, críticos e questionadores, e nos quais a arte poderia assumir um papel fundamental.

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Publicado

2018-09-05

Edição

Secção

Artigos