O Currículo no Ensino Superior de Música em Portugal: “Cabeças bem Cheias ou Cabeças Bem Feitas?”
DOI:
https://doi.org/10.34639/rpea.14i2.302Palavras-chave:
Estruturas Curriculares, Ensino Superior de Música, Performance Musical, Portfolio CareersResumo
Mediante uma avaliação contextualizada de padrões e tendências, o presente artigo analisa e compara criticamente
as estruturas curriculares e os programas de estudo das licenciaturas em Música na variante de Performance Instrumental em vigor nas instituições de ensino superior portuguesas (IES). Com o intuito de asseverar uma análise sistemática e criteriosa da informação recorreu-se a uma estratégia metodológica mista (qualitativa e quantitativa).
Foram estabelecidos três critérios analíticos: i) grau de preponderância da área científica principal face às demais áreas; ii) grau de representatividade de disciplinas de dimensão não prática de orientação profissionalizante direcionadas à empregabilidade; iii) grau de convergência das estruturas curriculares e programas em vigor com a tendência internacional na preparação de portfolio careers (Bartleet et al., 2019). Observou-se uma concentração média de quatro áreas científicas nas respectivas estruturas curriculares, sendo em média atribuídos 60% dos créditos totais (108
ECTS) à Prática Instrumental. Tal preeminência define-a como área científica principal dos respetivos programas. Da
análise ao grau de representatividade de unidades curriculares de dimensão não prática de orientação profissionalizante,
verificou-se uma representatividade marginal com ponderações de 1,1% (IES1, e IES4) e 2,7% (IES7) do total de ECTS.
Através deste estudo foi possível aquilatar que o grau de convergência com a tendência internacional no âmbito da
preparação de portfolio careers (Bartleet et al., 2019) apenas se materializa parcialmente, sendo necessária quer uma
visão do ensino de música por parte das IES que englobe as necessidades dinâmicas e concorrentes da academia (conhecimento), do mercado (ação) e do indivíduo (ser) (Barnett & Coate, 2005,), quer o estabelecimento de um quadro legislativo e regulamentar específico que possibilite às IES a implementação de Derrida, (Clarke, 2011) entre o artístico e o normativo.
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