O Desenvolvimento da Autonomia dos Estudantes do Ensino Básico da Guitarra Clássica em Regime Articulado: Uma Experiência Lúdica

Autores

  • Eduardo Daniel Martins Baltar Soares Academia de Música de Espinho – Escola Profissional de Música de Espinho

DOI:

https://doi.org/10.23828/rpea.v4i1.44

Palavras-chave:

Autonomia, Guitarra Clássica, Ensino da Música

Resumo

Ao longo da nossa experiência no contexto do ensino básico da música em regime articulado em Portugal, observamos a vigência de um conjunto de práticas educativas musicais baseadas na procura da máxima produtividade, uma tendência que actualmente goza de grande aceitação social. Na nossa opinião, estas práticas podem promover hábitos negativos que não proporcionam uma formação musical e humana completa, nem facilitam a progressiva autonomia dos alunos. Tendo em consideração este facto, no presente trabalho pretendemos criar e testar um conjunto de estratégias educativas, baseadas no Teatro do Oprimido de Augusto Boal, que permita aos alunos, desenvolver quatro aspectos que julgamos fundamentais da aprendizagem musical, a saber: auto-percepção, imitação, memória e criatividade.
O nosso objectivo principal é utilizar e criar ferramentas lúdicas originais e, através delas, lançar um olhar crítico sobre a relação que tem o estudante com o seu instrumento musical. Esperamos que estes jogos permitam complementar a formação tradicional do ensino da música centrada na leitura de partituras e no aprimoramento técnico e que possibilitem a ampliação do espectro de competências motoro-cognitivas trabalhadas na aula de Guitarra Clássica. Com efeito, durante a
nossa investigação, pudemos constatar elevados níveis de interesse, empenho e participação dos alunos na realização das tarefas propostas, assim como apreciar resultados positivos ligados ao domínio de ferramentas utilizadas para desenvolver as competências de imitação, memória e criatividade.

Publicado

2018-09-17