A Globalização Requerida: Narrativas De(s) coloniais da Arte/Educação do Brasil-Mundo

Autores

  • Rita Luciana Berti Bredariolli Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho”, IA-UNESP

DOI:

https://doi.org/10.23828/rpea.v8i2.110

Palavras-chave:

De(s)colonial, Arte, Educação, Brasil, Mundo

Resumo

Podemos identificar na história da arte/educação brasileira, duas narrativas fundantes, as de Paulo Freire e Ana Mae Barbosa. Ambas elaboradas, desde suas primeiras produções em atenção às articulações contextuais, entre “lugar” e “mundo”, entre o local e o global. Seus trabalhos nunca obedeceram fronteiras, geográficas ou epistêmicas. É desse caráter expansivo que trataremos aqui, dos aspectos globais e de(s)coloniais das obras dessas duas referências fulcrais aos campos da educação e da arte/educação, também, brasileiras. Expansão realizada tanto pela “fratura incurável do exílio” 1 quanto engendrada pela recepção transnacional dessas epistemologias. A narrativa de Freire será revisitada aqui pela recepção atualizada 2 na perspectiva do feminismo negro de bell hooks. A de Ana Mae Barbosa, pela leitura feita por Ramon Cabrera Salort sobre sua abordagem triangular. Delineando alguns dos conceitos fundamentais a essas elaborações, serão abordados aqui “uma outra globalização” como entendida por Milton Santos e o termo de(s) colonial não somente pela dimensão teórica de Walter Mignolo, Aníbal Quijano e Catherine Walsh, mas também em sua dimensão poética pelas narrativas de Grada Kilomba, Rosana Paulino e Chimamanda Adiche.

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Publicado

2019-04-29